segunda-feira, 27 de setembro de 2010

TV (Entrevista ao Arca Universal)

Posted by Força Jovem Maranguape On 07:37 No comments

Britto Jr.

O porteiro da Fazenda


No próximo dia 28, às 23h, é ele quem vai literalmente abrir a porteira e dar às boas vindas aos 15 peões que participarão da 3ª edição de “A Fazenda”, transmitida pela “Rede Record de Televisão”. Gaúcho de Caxias do Sul, o jornalista e apresentador Britto Jr. – que queria ser jogador de futebol –, foi parar no rádio e posteriormente na tevê. Confira a entrevista que ele concedeu ao Arca Universal.


Como começou a sua carreira?


Comecei a trabalhar no final de 1979, em Caxias do Sul (RS), por volta dos meus 16 anos de idade, e eu desejava muito trabalhar em rádio; sonhava com isso. Queria ser um narrador de futebol, um pouco por influência do meu pai, que já era jornalista esportivo. Essa febre pegou em mim. Um belo dia, meu pai me levou para a rádio, para que eu pudesse aprender coisas básicas da área técnica. Depois de algum tempo, surgiu uma vaga de repórter. Sabendo da minha vontade e do meu desejo, o diretor do Departamento de Esportes revolveu fazer um teste comigo. Passei no teste e comecei a cobrir o setor esportivo. Dois anos depois, fui contratado pela “RBS”, uma grande emissora de televisão do Rio Grande do Sul. Em 1984 vim para São Paulo, ao ser convidado para trabalhar na “TV Globo”.


Como foi a migração do rádio para a televisão?


Foi algo que aconteceu de forma inesperada. Nessa época era muito difícil alimentar o sonho de trabalhar em uma emissora de televisão. Era algo distante para qualquer pessoa de rádio. Eu fui indicado para fazer um teste e fui contratado, inicialmente, para a área esportiva. Mas depois passei a cobrir matérias na editoria do cotidiano. Assim que entrei na televisão fui convocado para o Serviço Militar, mas, por sorte do destino, fui dispensado por excesso de contingente.


Quando surgiu o convite para vir para São Paulo?


Eu fui participar de um curso e fiquei sabendo que uma emissora da “Globo”, no interior de São Paulo, estava começando e que eles precisavam de gente que tivesse experiência, mas que tivesse no início da carreira. Para minha surpresa, 2 meses depois de me candidatar à vaga fui chamado. Eu cobria toda a região de Araçatuba (interior paulista).


Você sempre foi bastante extrovertido. Desde a época do rádio já era assim?


Sim. Desde que eu entrei nessa profissão tinha o propósito de fazer algo diferente. No sentido de formato. Eu sabia que as pautas sempre se repetiam, mas pensava comigo mesmo: “Deve haver um modo diferente de abordar os mesmos assuntos.” Sempre trabalhei dessa forma, mais extrovertida, pois esse é o meu jeito mesmo. No começo você tem uma obrigação maior de mostrar serviço, mas também tem mais liberdade de errar. As cobranças não são tão grandes. E eu achava que todo mundo era igual. Por isso fazia diferente. Existem ciclos na televisão e hoje estou vivendo mais um ciclo e todo mundo quer ser engraçadinho. Fiz isso e lutei muito contra isso, contra a maré. As pessoas achavam que tinha que ser sisudo, não pode chamar mais atenção do que a notícia. E hoje, para a minha surpresa, todo mundo está assim.


O que você pode destacar da sua época de repórter?


A bagagem que eu tenho e criei é a bagagem do jornalista. Gostava de fazer algo diferente, de brincar, ser alegre nas reportagens, fazia passagens diferentes. Foi daí, em função desse meu estilo, de uma forma não calculada, que ganhei de presente essa nova fase de minha carreira, que foi fazer a parte de entretenimento. Comecei com o “Hoje em Dia”, depois “O Jogador” e “A Fazenda”. Posso dizer que tenho uma marca, que é a marca do cidadão brasileiro. É a marca de caminhar ao sabor das oportunidades. E fui criando o meu estilo e aperfeiçoando o meu trabalho. Surgiu a oportunidade e tinha tudo a ver com o que eu cultivei.


Essa sua característica de ir ao sabor das oportunidades facilitou a sua migração para outra emissora?


Facilitou sim, porque quando me ligaram e conversaram comigo percebi que aquilo era o que eu sonhava em fazer na minha carreira, e estava ali a oportunidade. Foi algo maravilhoso. Realmente Deus olha pela gente e Ele é justo. Eu não planejei, mas queria muito tudo aquilo.


O que representou a sua passagem pelo “Hoje em Dia”?


Foi espetacular. Houve ali a transição do jornalismo que eu fazia para a função de apresentador de programa de entretenimento. O “Hoje em Dia” é um programa completo. Eles têm o jornalismo onde você tem que dar opiniões. Tem entretenimento, games, brincadeiras com o público, um mix de tudo que a tevê pode oferecer.


Como foi deixar o programa?


Foi uma decisão difícil, mas o crescimento profissional passa por uma pequena dor. Você precisa abrir mão de coisas que já domina para crescer como ser humano e profissional. Agora é a hora da “Fazenda”. Daqui a alguns anos, talvez seja hora de fazer outro programa, que seja outro desafio.


Teve algum receio de ser criticado quando foi convidado para apresentar “A Fazenda”?


Você não pode ter medo de críticas. Sabe que elas vão acontecer, falar alguma coisa que você não concorda. Você não pode determinar o seu presente e o seu futuro profissional por medo de ser criticado. No meu caso, a crítica serve como estímulo para melhorar. Mas há tipos de crítica. Tem a crítica mercadológica, feita pelos opositores, e tem a crítica construtiva, que aponta defeitos reais e te ajuda a crescer. Mas não posso ficar parado na critica. Nem eu e nem ninguém.


Qual o desafio de apresentar “A Fazenda”?


Agora ele está se tornando um programa tranquilo, mas é complexo. As pessoas que assistem em casa se divertem, é uma novela da vida real. Mas ele é cheio de detalhes. Tem o dia da votação, da eliminação, prova ao vivo, dia que não tem nada, o dia a dia dos participantes. Ele exige anotações, reflexões. Não posso dar opinião, mas preciso saber o que está acontecendo. Fico ligado o tempo inteiro para compreender, organizar e apresentar o programa.


O que o público pode esperar da nova edição de “A Fazenda”?


Essa nova temporada será a melhor das três. Na primeira estávamos tateando. Na segunda fizemos o trabalho sem manual de instruções, e na terceira posso dizer que já temos um know how. Tivemos tempo para fazer pequenas modificações, escolher bem os 15 participantes e aumentar os prêmios. O prêmio final será de 2 milhões de reais. Todo esse tempo de maturação me dá a convicção de que o público vai se divertir muito, e essa terceira edição vai estar sensacional.

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