segunda-feira, 25 de julho de 2011


A gravidez precoce é um problema que já se tornou muito comum no Brasil. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 18,52% das crianças que nascem são filhas de adolescentes. Ainda de acordo com os dados, a maioria com menos de 15 anos já passou por essa experiência não planejada, fruto, em muitos casos, de um relacionamento sem estabilidade. Para algumas meninas, se tornar mãe tão cedo significa a perda de oportunidade, principalmente, em relação aos estudos e ao mercado de trabalho.

Com o objetivo de oferecer apoio social e psicológico às garotas que passam por essa situação o Força Jovem da Igreja Universal do Reino de Deus do Mato Grosso do Sul iniciou, há três meses, o projeto “Menina mãe”. Além das orientações, as futuras mamães compartilham de oficinas de artesanatos, chá de bebê coletivo, Workshops para mães de primeira viagem e palestras que são realizadas periodicamente por profissionais e por jovens que um dia também passaram por essa fase.

De acordo com o responsável do grupo no estado, pastor Rui Vogue, o projeto é importante porque permite que as participantes troquem experiências e recebam orientações adequadas ao momento vivido. “As jovens que participam das atividades recebem cartilhas e apostilas para que possam se inteirar com as mudanças naturais do corpo, estando preparadas para o processo de gestação, além de outras informações que garantem a elas uma gravidez saudável”, destaca o pastor.

Fruto do trabalho

Nilvania, de 15 anos, (foto ao lado com a filha Anelise) foi uma das beneficiadas com o projeto, pois quando ficou grávida, chegou a ser expulsa de casa pelos pais e ficou sem nenhuma condição de comprar o enxoval do bebê.

“Eu passei por uma situação bastante difícil, tanto que, no princípio, eu até pensei no suicídio, e alguns familiares tentaram me convencer a fazer o aborto, mas o pai da criança, agora meu marido, não deixou”, explica.

Ao tomar conhecimento do projeto no Força Jovem, as esperanças de Nilvania renasceram e, hoje, com a filha Anelise nos braços, ela agradece muito o apoio recebido pela equipe. “O pessoal me ajudou muito, acompanharam minha gestação e até doação de fraldas e roupinhas eu recebi; eles foram minha família, no momento em que eu mais precisei.” finaliza.

Sabrina Marques
redacao@arcauniversal.com

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