quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vide Real

Posted by Força Jovem Maranguape On 08:12 No comments
Primeiro surfista bi-amputado do mundo
Tornar-se portador de deficiência aos 18 anos não impediu Pauê de construir sua carreira como esportista profissional


Aos 18 anos, o jovem costuma ter muitos planos para o futuro. Essa é uma fase da vida em que a pessoa se sente em pleno vigor físico. Nessa hora, é muito difícil imaginar que uma grande tragédia possa mudar tudo, dando um rumo totalmente diferente do que havia sido planejado. Mas foi exatamente isso que ocorreu com o fisioterapeuta e esportista Paulo Eduardo Chieffi, o Pauê, que posteriormente veio a se tornar o primeiro surfista bi-amputado do mundo.

Em junho de 2000, Pauê perdeu parte das duas pernas em um grave acidente, ao ser atropelado por um trem em São Vicente, no litoral de São Paulo. Desde então, ele vem ultrapassando seus limites e sua vida tem sido uma verdadeira superação de barreiras e obstáculos.

Na época do acidente, o esportista estava no auge de sua juventude, caminhando para a academia onde se exercitava, quando uma locomotiva de trem que circulava com os faróis apagados, à noite, em uma linha férrea desativada, cruzou o seu caminho. Ele passou 58 dias hospitalizado, correndo risco de morte.

Ainda no hospital, Pauê travou uma dura batalha contra uma infecção e chegou a ter um choque anafilático, devido à quantidade excessiva de medicamentos que precisou tomar. Venceu os primeiros obstáculos e entendeu sua realidade, aceitando sua nova condição física.

Importância da família e dos amigos

Motivado pelo amor da família e pelo apoio dos amigos, seu maior desejo era retomar sua vida de onde havia parado. "Quando perguntei à minha mãe se voltaria a surfar, era quase uma metáfora. Eu queria saber se voltaria a viver me sentindo pleno. Se aquele trem havia extraído minha possibilidade de sentir prazer, de ser feliz", diz.

Ele conta que as coisas foram se encaixando na medida em que foi se comprometendo com cada nova situação. “Era difícil ter noção do quanto tudo aquilo mudara a minha vida. Ao mesmo tempo, eu estava grato por estar vivo; isso significava muito para mim. Ter sobrevivido a um acidente tão grave já respondia muitos dos meus questionamentos”.

O fato de praticar esportes desde a infância colaborou muito no enfrentamento do problema, facilitando o processo de reabilitação. “Nesse momento, encontrei pessoas imprescindíveis. Muitas delas eu nem conhecia, mas se aproximavam de mim trazendo mensagens, orações e uma energia positiva”, destaca.

Pauê também lembra que, ainda no hospital, já amputado, pensava como seria quando voltasse a praticar esportes. “Quando isso de fato aconteceu, e eu voltei a surfar, me senti tão normal como qualquer outra pessoa. A forma como encarei o acidente fez muita diferença. Nunca me vi como um deficiente. Sempre soube que minha vida seria diferente, mas isso jamais me impediu de ter objetivos, sonhos e traçar metas para o meu futuro”.

Conquistas após o acidente

O primeiro surfista bi-amputado do mundo coleciona outros feitos, como a conquista do Campeonato Mundial de Triathlon e o pentacampeonato brasileiro da modalidade, em sua categoria. Ele também possui uma medalha de bronze de um Pan-Americano.

Além disso, ele escreveu um livro contando sua experiência e sua história tem inspirado milhares de outras pessoas que participam de suas palestras, nos mais diferente locais, como empresas multinacionais e comunidades carentes.

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