terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Estar bem com Deus é prioridade na vida de um Obreiro.

Posted by Força Jovem Maranguape On 11:29 No comments


Que a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja no coração de todos os meus irmãos, Obreiros. Que estejamos na mesma fé, hoje, amanhã e sempre.

Vou contar aqui um fato que me aconteceu no domingo, dia 20/02/2011. Estava indo pra igreja com minha esposa, quando eu olhei pra uma esquina e tinha uma mulher com os braços estendidos gritando: Ei, ei, ei. Eu olhava para os dois lados e não via ninguém com que ela pudesse manter contato a não ser eu, mas mesmo assim continuei andando.


Mas a mulher que estava com os braços estendidos nos alcançou. E começou a nos contar, ainda ofegante da corrida, implorava pela nossa ajuda, pois seu esposo estava em casa manifestado com Exu Tiriri. E que ela foi ao terreiro de macumba onde o marido freqüentava e o pai de santo tinha o mandado voltar. O problema de tudo, de acordo com a mulher, é que o marido queria largar o candomblé, mas o Exu não deixava.


Estávamos cheirozinhos, limpinhos, branquinhos, mas não podíamos negar ajuda, mesmo sabendo que chegaríamos atrasados ao culto. Afinal de contas, não é todo domingo que somos chamados pra expulsar um demônio logo pela manhã, após o café, não é? Lá fomos nós. Entramos num beco longo, saímos em uma rua mais larga, depois em outro beco e num terreno com dois cômodos, onde um deles era do marido da moça. Ele não queria que entrássemos. Ela dizia que ele estava se cortando todo. Mas não nos preocupamos com isso, estávamos ali para arrancar o demônio de qualquer maneira.


O rapaz manifestado empurrava a porta de ferro sem vidros com uma mão e com a outra segurava um cabo de vassoura quebrado. A minha esposa, Guerreira como só (Obreira – Filha de Paraibana + Baiano = Raça Braba), meteu a mão pela grade da porta e puxou o cara pelo braço, mas o cara não deixava. Então enfiei o braço também pelo buraco da grade e meti a mão na cabeça dele, mas ele não deixava, fugia e eu fazia força pra entrar, e o cara não deixava.


É aí que vem o Espírito Santo. Estar bem com Deus nessa hora é primordial. Tiramos as mãos da porta e começamos a dar ordem: Demônio – Tira a mão dessa porta agora! Em nome de Jesus. Aí véi, já era. O capeta dá um grunhido e vai perdendo as forças, aí entramos. A minha esposa logo tirou o cabo de madeira das mãos dele e jogou no chão.


Aí eu entrevistei – Qual teu nome? Exu Caveira – Mas a mulher me dizia que quem o queria, era o tal de Tiriri. Aí falei, manifesta o chefe, agora, já! E o diabo ria da minha cara, aí minha esposa vinha com a mão como? Cheia de fogo pra queimar o candango do demônio. E o chefe manifestou… E o cara já tava cansado, e nós suando naquele quarto sem janela (30ºC às 9h da manhã) e saí daqui, saí de lá, JUNTA TODOS OS DEMÔNIOS, TODOS, EU QUERO TODOS, SEJA UM OU LEGIÃO, JUNTA TODOS PARA NUNCA MAIS VOLTAR, EM NOME DO SENHOR JESUS, SAI!


Aí, conversei com o cara, mas ele disse que não queria ajuda, pedi à minha esposa pra orar a mulher que estava grávida e não queria mais o rapaz de 30 anos. O capeta o queria, mas eu e minha esposa cortamos o caminho dele. Maldito. Orientamos a mulher a ir à igreja buscar pela libertação dela, e logo nos informou que é filha de Obreira (que chato!) e que a mãe estava buscando por ele também. Mesmo assim orientei-a a fazer a parte dela, buscar pela libertação e proteção, porque o diabo o quer e vai querer a ela, e o filho também.


Fomos pra igreja, chegamos com 30 minutos de atraso. A minha esposa cheia de hematomas nos braços por enfiar o braço entre as grades da porta do quarto do rapaz, e eu roquinho de tanto orar. O capeta saiu, mas não como eu gostaria, sinceramente. Eu queria chegar à porta e o diabo já dizer: EU QUERO IR EMBORA, EU QUERO IR EMBORA! Entende? Imagino-me rodeado de fogo ardente pacas onde o diabo vai embora antes de eu abrir a boca.


Infelizmente não foi assim. Mas como a mulher dele me disse que ele estava bebendo demais enquanto tentava se livrar dessa situação, então tirou um peso da minha consciência. Era um misto de cachaça com diabo. Mas resolvido. O capeta saiu e aumentou a minha prioridade em estar bem com Deus.


Você também já teve um caso parecido? Então conte nos comentários.


Obr. Alexandre Fernandes
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